17
Jan 12

Não é por acaso que criei este afastamento...durante muitos anos tentei que dessem valor ao que fazia, sentir que era importante.

No entanto, todos os meus supostos feitos eram considerados normais, nada era extraordináro. Abaixo desse padrão eu estava a falhar, por comparação a minha irmã podia falhar que havia sempre a justificação para essa falha (e sim a maior parte dos conflitos surgem por causa da minha irmã e pela diferença de tratamento).

Das muitas discussões que tive com a minha mãe, surgiu o dia em que deixei de procurar esse reconhecimento. Com a minha saída de casa, acho que houve o click e tentativa de aproximação mas aí eu ja tinha outra liberdade e já não me preocupava com a opinião deles (fase rebelde).

O afastamento foi sendo cada vez maior, as férias passadas cada vez menos e assim ornei a minha vida muito mais ligada aos amigos do que à familia...gosto da minha familia mas eles não me conhecem e provavelmente nao me aceitariam tão bem se conhecessem.

Acho que já aqui disse que quando passa determinado tempo, para mim, perde-se o sentido de alterar as situações...ou seja, eu desisto e sigo em frente muitas vezes ficando com coisas por dizer ou deixando a ideia errada sobre mim (grande defeito, que ando a tentar corrigir ou atenuar).

Como é que vejo que fiquei fria em relação a este assunto? Não derramei uma lágrima a escrever este texto.

Espero um dia conseguir enfrentá-los e dizer-lhes qum sou realmente.

 

Jinhos

publicado por Alice às 21:01

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